Viagem personalizada pela Europa: Londres, Paris e Roma por Danilo e Carol

Publicado por em 05/12/2014

Rogerio Milani

Sempre que um cliente da minha consultoria de viagem personalizada pela Europa volta de viagem, peço que ele faça uma avaliação da consultoria e também da viagem, que são estes posts que compartilho aqui com vocês. Nem todos tem tempo ou vontade de responder ao questionário, que mais parece um inquérito de tantas perguntas! Hehe! Mas fico extremamente feliz quando recebo avaliações da galera, sejam elas negativas, que ajudarão a mudar o que não está dando certo, ou positivas, que me dá a certeza de estar fazendo um bom trabalho e podendo melhorar ainda mais!

Então fique com mais uma avaliação, agora do super casal Carol e Danilo, de São Luis, que de tanta informação e dicas já podem pensar em ser blogueiros também!

viagem personalizada pela Europa - Montmatre

Motivos para contratar a consultoria

Achamos o blog procurando pela internet. Decidimos fuçar para saber o quanto custava mais ou menos viajar para a Europa e achamos o blog Viajando Bem e Barato.  Achamos a apresentação do blog, comentários e avaliação confiáveis e fizemos o primeiro contato.

O motivo primordial foi a segurança de ser isso que estávamos procurando. A proposta trouxe uma certeza de que todas as nossas aflições (o que levar, o que fazer, como fazer, quando fazer) teriam uma resposta. Além de tudo, a rapidez e sinceridade da consultoria em prontamente responder aos nossos questionamentos (mesmo que bobos) passou uma confiança para tomar essa decisão.

Aspectos que influenciaram na contratação da consultoria

Vários aspectos positivos. Acredito que o pré-viagem foi o mais importante.  Viajar para outro país, com clima diferente, pessoas de cultura diferente é muito diferente. Ainda mais a gente que nunca havia viajado para o exterior. Viajar para a Europa não é igual ir para o Nordeste, onde você comprando protetor solar e um novo traje de banho já tá bom, pois a agência de viagem te pega e te deixa no hotel. E ainda mais saindo de São Luís que nem frio faz. Logo, essas informações preliminares foram essenciais (e talvez o mais importante) já que conseguimos sair daqui com tudo certinho (roupas, passaporte, tomadas, roteiros, adaptadores, etc) e não precisamos nos preocupar com isso.

Algumas dicas importantes repassadas pelo Rogério:

Leve uma mala média e não uma mala grande – A gente duvida dessa dica até o momento em que tem que andar de metrô, subir as escadas (normais, não rolantes, em Paris) ou pôr a mala no espaço acima da poltrona em um trem quando você está viajando. Fora que, para voos domésticos e de empresas de menor porte você tem uma franquia menor de 23 kg.

Compre uma sacola ecológica – Coloque na sua mochila sempre uma sacola ecológica (daquelas de mercado), pois é mais fácil de levar as coisas do mercado, a preferência é por tais sacolas ao invés das de plástico.

Tenha em mente quais são as combinações de roupa que você usará na sua viagem – Você não precisa levar seu guarda roupa na mala. Leve roupas que combinem entre si e que possam ser utilizadas com várias combinações. Por exemplo: uma calça jeans, uma blusa fina de manga longa, um cardigã e uma jaqueta podem combinar. Se o dia estiver quente, você só usa a blusa de baixo e jeans. Se mais friozinho, já põe o cardigã. Se bem frio, também põe a jaqueta.

Guarda-chuva – Você só dá valor a um guarda-chuva quando sai da estação de metrô e descobre que está chovendo. Então, coloque-o na sua mochila sempre.

Sinceramente, não estava nem nos planos pegar um pacote de excursão. Buscamos tentar ao máximo viver como vivem os locais, pegando ônibus, metrô, bondes e etc. Nada contra quem goste, mas viajar é conhecer uma mentalidade nova, tentar fazer parte daquela realidade e não ficar olhando tudo de dentro de um ônibus como se a cidade estivesse passando na televisão. Fora que, com as instruções do site e da internet conseguimos montar a viagem que foi a “nossa cara” e não a cara do turista padrão. Gastamos tempo em algumas coisas e outras nem olhamos.

Nota para a viagem

Demos à nossa viagem a nota 9,5. Esse 0,5 a menos se deu apenas pelo cansaço já na última das cidades (Roma). Foram 20 dias batendo pé direto, muitas vezes ficando horas e horas de pé em museus e “flanando” pela cidade. Isso sem contar os treinos de corrida três vezes na semana bem cedo para poder aproveitar a cidade o máximo possível. Tal situação fez com que em Roma, o cansaço já brigasse diretamente com a vontade de passear, sendo que meu corpo dizia “não” mas a mente dizia “sim”. Teve também, obviamente, a questão da Air France que foi um grande incômodo, como verão mais adiante, mas acredito que a fadiga tenha atrapalhado um pouco.

Se eu diminuiria os dias ou as cidades ou faria algo diferente? Não! Por isso, nota 9,5!

O que funcionou conosco foi ter uma lista de coisas a fazer e saber a localização no mapa de cada uma delas. A gente foi com um roteiro pronto para Londres e o alteramos lá de acordo com a realidade que vimos (horário, tempo, dinheiro, etc). O mais importante, me parece, é você saber quais são as atrações da cidade e separá-las, mais ou menos de acordo com a proximidade segundo que você acha perto ou longe. Por exemplo, até dois quilômetros a gente andava a pé e considerava perto. Acho que no final do dia a gente acabava facilmente com mais de 10 km de passeio caminhando.

Acho ideal que se busque também na internet locais fora do roteiro turístico usual que te permitam entre um ou outro evento descobrir uma coisa nova. Exemplo: uma sorveteria típica que fica num bairro que você está passeando entre dois pontos turísticos ou um parque que você vai passar em volta até chegar ao outro local.

As cidades por onde Danilo e Carol passaram

viagem personalizada pela Europa - Madame Tussauds

LONDRES, So lovely!

Começamos em Londres. Chegamos domingo no fim da tarde e ficamos até quinta-feira de manhã. No final das contas, eu acredito que poderia ter ficado por lá pelo menos mais um dia, pois, de fato, foram apenas 3 dias de passeio (muito bem aproveitados por sinal), o que no final foi pouco (Obs: Rogério tinha indicado mais, mas, preferimos gastar mais tempo em Paris e Roma).

Londres tem várias coisas sensacionais. Escolhemos a que mais chamaram a nossa atenção, mas há outras inúmeras atrações ainda a ver. Eis uma ideia do nosso roteiro (não necessariamente por ordem): Madame Tussaud, British Museum, Covent Garden, Musical Mama Mia no Novelo Theather, London Eye, Saint Paul Cathedral, National Gallery, Tower of London, London Bridge, Abadia de Westminster, Regent Park, St. James Park, Palacio de Buckingham, Trafalgar Square, Borough Market, Tate Modern, Big Ben.

Observações:
1) Londres não é Paris nem Roma. Ela é Londres. Tem um aspecto cosmopolita com gente de tudo quanto é origem;
2) O metrô é organizado e fácil de encarar. Basta apenas ter um mapa e você anda fácil pela cidade;
3) Ela é aquela cidade organizada, limpa e sinalizada. Comparada com as outras duas seria aquele irmão perfeitinho que todo mundo tem, sabe? Aquele todo certinho e educado;
4) Ver um musical é uma experiência sensacional (vimos Mama Mia). Foi uma experiência surpreendente.
5) Quando muitos me falaram eu não acreditei: não tem como não se apaixonar por Londres. Se você passar primeiro por lá na sua viagem, quando chegar na próxima parada você vai olhar como uma cara de “aqui é tão diferente de Londres”. Faz parte.
6) Não esperava tanto de lá. A organização, o charme, a limpeza. Londres é nota 12!

PARIS, ma belle!

viagem personalizada pela Europa - Paris - La Parisienne

Em Paris ficamos 7 dias (de quinta a quinta).

Chegamos via Eurostar (excelente dica) e ficamos num apartamento alugado (excelente localização também respaldada pelo Rogério).

Através do Conexão Paris (Blog da Lina, indicada pelo Rogério), podemos descobrir também pequenos segredos da cidade, de modo que sempre tínhamos ideia do que sair de lá.

Algumas observações da cidade:
1) Paris tem uma linha de metrô muito grande de modo que parece que a cada 500m tem uma estação de metrô;
2) Dentro do raio de 5km vale mais a pena andar à pegar o metro. Paris tem um charme em cada rua, esquina e pedaço. Então, vale muito a pena sair “flanando” pela cidade.
3) Muitas das coisas mais famosas de Paris são próximas (aí varia aquela sua noção de próximo) então, mais que nunca, é importante ter um mapa para saber onde você está para não perder nada;
4) Paris não é Londres. Usando a mesma comparação, ela é tipo aquela pessoa que você gosta sem saber ao certo o motivo, sabe? Ela tem um ar apaixonante, encantador, um “it” que te pega de jeito.

Dentre varias outras muitas coisas, o que fizemos/visitamos em Paris (não necessariamente por ordem de proximidade): Museu do Louvre, Jardim de Luxemburgo, Place des Voges, Jardin des Tuileries, Arco do Triunfo, Avenida Champs-Élysées, Place de l´Alma, Torre Eiffel, Igreja Sacre-Coeur, Pont Des Arts (aquela dos cadeados), La Grand Epicerie de Paris, Beauborg (Centre George Pompidou), Catedral de Notre Dame, Square du Vert Galant, Marais, Montmartre, Marché des Enfants Rouges (mercado coberto), L´As du Falaffel, Place du Tertre, Versalles.

ROMA, prego, prego, prego…!

Em Roma passaríamos apenas sete dias. Mas ficamos dez por causa da Air France. Lá sentimos uma atmosfera mais brasileira, até porque havia muito brasileiro por lá mesmo.

Observações sobre a cidade:
1) Não acredite no mapa da cidade que você encontra nas bancas – Ele é confuso, desproporcional e não tem o nome de todas as ruas. Se seu celular for legal, baixe um mapa da cidade nele e vá por ele. Por mais de uma vez nos perdemos na cidade porque a rua que estava no mapa não existia.
2) Você pode encontrar um gelatto (sorvete) a cada esquina.
3) Se você não tem convivência com descendentes de italiano saiba que é natural que eles sejam meio fechados. Ele não está brigando com você. Ele é assim mesmo. Se você vir que ele está gritando e gesticulando com os outros, fique tranquilo, pois ele está apenas tendo uma conversa normal.
4) A mesma entrada para o Coliseu dá acesso ao Fórum Romano e Palatino. Logo, se a fila para comprar o bilhete no Coliseu estiver grande, você pode tentar comprar nesses outros dois lugares que possivelmente estarão mais vazios.
5) Roma não é Paris nem Londres. Ela não é pior nem melhor. É diferente. Ela é tão apaixonante quanto Paris e Londres, mas de um jeito diferente.

Algumas das coisas que fizemos em Roma: Coliseu, Foro Romano, Palatino, Museu Capitolino, Il Vittoriano, Trastevere, Piazza del Popolo, Piazza di Spagna, Panteão, Piazza Navona, Campo de Fiori, Fontana de Trevi (está fechada, mas dá para chegar perto), Piazza San Pietro, Museu do Vaticano, Basílica de San Pietro, Florença (bate-volta de trem), Villa Borghese.

viagem personalizada pela Europa - Coliseu

As companhias aéreas e os voos

Ida

O Voo da ida saiu do Galeão para Amsterdã via KLM. Avião confortável (mesmo na classe econômica), voo no horário e sem complicações com conexão em Amsterdã. Almoçamos tranquilamente no aeroporto (enorme) e pegamos um voo da CityJet que chegou no horário.

Volta

Após a greve da Air France voltamos de Alitalia de Roma para São Paulo. Não gostei do avião. Não era confortável como da KLM, pouco espaço e só nos ofereceram comida quando estávamos saindo de Roma e chegando no Brasil. Logo, em 12 horas de voo só comemos 2 vezes, o que me pareceu pouco.

Trecho Paris/Roma

Fomos de Iberia (operada pela low-cost Vueling) entre Paris e Roma saindo do Aeroporto de Orly. Voo rápido, simples, mas mesmo assim muito melhor que a Gol, e sem problemas.

Os trens

Trecho Londres/Paris

Utilizamos o Eurostar na ida de Londres para Paris. Super fácil de achar e usar. Compramos com antecedência (dica do Rogério) e já levamos impressas as passagens. Rápido e confortável. Me surpreendi com o valor das coisas vendidas no vagão restaurante/lanchonete. Achei que as coisas seriam bem mais caras, mas o preço era o normal.

Aeroporto Fiumicino/ Estação Termini – Leonardo Express – Roma

Quando chegamos no aeroporto Fiumicino em Roma, utilizamos o Leonardo Express para chegar à Linha Metropolitana (Termini). Compramos no autoatendimento (bem simples) as passagens (14 euros por pessoa). Nos guichês custa 2 euros mais caro.

Em mais ou menos 30 minutos estávamos na Estação Termini. Na nossa saída foi a mesma coisa. Compramos pouco tempo antes. Os trens são pontuais e saem a cada 30 minutos mais ou menos. Você consegue comprar as passagens pela internet também.

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Bate-volta Roma/Florença

Fomos de Roma para Florença de trem de alta velocidade com a Trenitalia. Poderíamos ter comprado via internet, mas compramos antes no próprio guichê de autoatendimento (obviamente que com uma antecedência razoável de pelo menos 1 hora). Supersimples. O preço, salvo engano, para cada pessoa, ida e volta, foi 172 euros (Era 86 euros o trecho). Se tivéssemos comprado com antecedência de pelo menos 2 meses, pagaríamos em torno de 29 euros o trecho.

Onde Danilo e Carol se hospedaram

Hospedagem foi algo essencial e talvez aonde mais o blog ajudou na escolha. Nas três cidades a escolha foi muita boa e posso dizer que a localização e facilidade de acesso aos meios de transporte foi essencial para nossa viagem.

Londres

Em Londres ficamos em um estúdio em Camden, próximo à estação de Euston. Local simples, limpo e funcional. A principal virtude dele foi nos permitir chegar facilmente e vir de qualquer lugar, eis que Euston é uma grande estação com muitas possibilidades de chegada. O fato também de não ser um hotel ajudou e muito a gente a ficar mais tranquilo já que as nossas coisas ficaram do jeito que a gente deixava, não tendo faxineira ou pessoa do tipo entrando no quarto. Perto também havia vários bares e até um mini-mercado, o que nos ajudou muito.

Paris

Em Paris ficamos num apartamento em frente (literalmente) a saída da estação Cardinal-Lemoine. Embora ela não seja grande como a Euston em Londres, era muito fácil chegar e sair de qualquer lugar. Apesar de normalmente a gente “flanar” pela cidade, quando precisávamos sair de metrô era super tranquilo. Perto do edifício tinha um Carrefour, farmácia, boulangerie, pâtisserie, uma loja Picard (de produtos congelados) e o próprio Quartier Latin, que dispensa comentário.

Roma

Em Roma ficamos na Piazzetta Al Colosseo da Adriana Namen. Adriana, além de atenciosa, foi uma mãe/irmã mais velha nos estendendo a mão e nos ajudando a contornar o cancelamento do voo pela Air France. Pegamos o quarto com banheiro privativo e foi muito tranquilo. A localização é perto do Coliseu e do Centro Histórico da Cidade e como para eu e Carol até 5km é pertinho, rodamos grande parte da cidade por ali.

viagem personalizada pela Europa - Gelatto

Circulando nas cidades e passes para transporte público

Nas três cidades andamos sempre de metrô para ir do Aeroporto para o hotel. Em Londres compramos o Oyster Card e saindo do City of London, fomos para (salvo engano) a estação Bank e de lá para Euston. Como era um domingo foi tranquilo, rápido. No metrô as escadas rolantes ajudam a não ficar levando a mala. Na saída de Londres fomos a pé até a estação St. Pancras, já que era pertinho. Lá é tudo sinalizado e de longe você sabe aonde há uma estação de metrô.

Em Paris, da Gare du Nord (chegada/partida do Eurostar), pegamos também o metrô para ir até o apartamento. Não foi simples como Londres (nada é simples e organizado como Londres), por causa das inúmeras escadas simples (não escadas rolantes) e das malas. Mas no geral foi tranquilo. Na ida para Roma via Aeroporto de Orly pegamos o metrô, depois o RER, depois um ônibus e ai que chegamos no Aeroporto. Demorou quase duas horas (chegamos já em cima da hora).

Em Roma, como já disse, pegamos o Leonardo Express para chegar até a Linha Metropolitana e de lá pegamos o metrô até o Coliseu.  Isso tanto para a ida quanto para a volta.

A opção por não pegar transfer nem taxi foi nossa porque queríamos uma experiência mais local possível. Mas foi tudo tranquilo.

Eu, particularmente, achei a experiência de rodar por lá facilmente de metrô muito libertadora. Algumas coisas que achei importante:

1) Leve impresso uma cópia da linha de metro de cada cidade com você. Embora cada estação tenha vários desses mapas é melhor você ficar com uma cópia deles já para ver, antes de entrar na estação, qual o rumo que você irá tomar.

2) No seu mapa da cidade provavelmente vai ter indicado aonde existem estações de metro e nome delas. Para saber como chegar aonde você quer, basta ver perto de qual estação você está e qual delas é próximas a seu destino. Ai é só ir seguindo a linha colorida de onde você está e os cruzamentos até chegar ao seu destino.

3) Em Paris você deve guardar o seu bilhete de papel depois de passar da catraca até a hora de você descer na estação que você quer. Há fiscais dentro do metrô que podem verificar para olhar o seu bilhete. Se você não tiver o bilhete, poderá ser multado.

4) Em Londres compramos o Oyster Card de 7 dias. No final, devolvemos o cartão e fomos reembolsados do valor inicial de 5 libras por cada um deles. Ele foi útil porque não precisamos nos preocupar em recarregar.

5) Em Paris comprávamos blocos de 10 entradas de bilhete. Nos serviu bastante e usamos tranquilamente. Tem várias opções de quantidade, mas, preferimos essa.

6) Em Paris, para ir para Versalles via RER (tipo um trem de superfície bem maior que o metrô, que faz um caminho para zonas mais afastadas da cidade) você pode utilizar o mesmo bilhete de trem (1,30 euros). Só na volta de lá que tivemos que comprar o ticket específico do RER, o qual salvo engano, custa 3,70 euros.

7) Paris aceita pagamento em cartão para bilhetes no metro. Roma não.

8) Em Roma comprávamos um bilhete por dia a cada trecho. Achamos melhor esse do que comprar outras opções casadas do Roma Pass com transporte ou aqueles bilhetes 24 horas porque andávamos bastante o dia inteiro e não compensava financeiramente comprar, por exemplo, um bilhete de 24h mais caro. O ruim é que tinha que ser no dinheiro e não davam troco maior de 6 euros na maioria das máquinas.

9) Na máquina de autoatendimento de compra de bilhete em Roma você escolhe o tipo do bilhete, a quantidade e já pode colocar o dinheiro na máquina. Não tem uma tela dizendo “ponha o dinheiro na máquina”. É meio “bruto” o sistema mesmo.

10) Das três cidades, Roma é onde a linha de metrô cobre menos a cidade. Lá tem também a opção dos ônibus (não cheguei a usar) e a dos “bondes elétricos”.

Ingressos antecipados e cartões de turismo

Não compramos nada adiantado para atrações turísticas. Foi bom porque conseguimos fazer tudo no nosso tempo. Ponto Positivo. Não sei se foi sorte mas em Londres não pegamos nada de fila. Nem no Madame Tussaud nem na London Eye. Acho que como fomos em horários não convencionais e no fim da alta temporada não tinha tanta gente. Nem em Paris. Claro que a Torre Eiffel não conta. Mas nem no Louvre não foi tanta coisa, porque entramos por trás, pela Rue de Rivoli (Carrossel du Louvre) e pegamos uma fila menor de raio X. Mas em Roma a gente sentiu que precisava ter comprado (ponto negativo). Aliás, que acho que deve ser enfatizada o máximo possível é para comprar antes, sempre, o ingressos para o Museu do Vaticano. Compre antes pela internet e nunca deixe para comprar na hora, sempre, sempre, sempre! Rogério nos indicou fazer isso mas, claro, esquecemos. Depois de mais de uma hora de fila, tivemos que comprar um ingresso pelo dobro de valor com um indiano para poder entrar mais rápido. Então, compre os ingressos pela internet, vale a pena!

Não compramos nenhum desses passes porque como tínhamos já uma lista do que queríamos fazer e eles somente nos atendiam em parte, achamos desnecessário. Acho, porém, para uma segunda viagem, compraremos o London Pass para andar em lugares que a gente não foi da primeira vez.

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Seguro viagem e imigração

Graças a Deus não precisamos do seguro viagem. Soube que era obrigatório na Europa por meio do blog.

A imigração foi em Londres no City of London. Simples. Olharam os passaportes e fizeram duas perguntas. Quantos dias ficaríamos em Londres e se era por trabalho ou lazer. Não me pediram nem o seguro obrigatório. Todavia, eu fiz uma pasta com todos os documentos possíveis para a imigração (cópia do passaporte, comprovante de ida e volta, reserva hotel em Londres, Roma e Paris, comprovante de cada trecho interno, apólice do seguro viagem, mapa do metro das três cidades, contracheque, comprovante de residência etc).

O clima e a mala

Como disse anteriormente, só o pré-viagem já valeu pela consultoria. Tanta coisa que a gente ia deixar de levar e quanta a gente ia levar inutilmente sem a consultoria. A consultoria foi essencial não só para indicar o tamanho da mala mas principalmente para indicar o que levar dentro dela. Show de bola!

A grana para a viagem

Para Londres levamos 200 libras em dinheiro e 700 no Travel Money. O dinheiro deu em cima. Faltava pagar 312 libras do hotel ainda. Foram 5 dias. Precisei fazer uma compra de 60 libras mais por precaução. A única coisa que gastamos a mais foi ir para o musical que custou, salvo engano, umas 60 libras por pessoa.

Já para Paris e Roma foram 800 euros em espécie e 2200 no Travel Money. Aqui tive que comprar um pouco mais de moeda por optarmos em ir para Florença e em razão do cancelamento do voo da Air France. Depois tivemos que comprar mais uns 300 euros mais ou menos. Mais por precaução, pois ainda sobraram 200 euros para usar no Duty Free.

Mas não sei se eu e Carol somos parâmetros pois não somos daqueles de ir à restaurantes e tal. Gostamos de coisas simples e alimentação foi mais simples. Fora que compramos as coisas mais no Duty Free quando voltamos. Na Europa em si foram lembranças, uma camisa e um óculos.

Todavia, acredito que seja melhor levar mais dinheiro em espécie, pois, por mais de uma vez precisei retirar dinheiro em caixas eletrônicos.

Tivemos um problema na volta, pois, assim que entramos no aeroporto em Roma o meu Travel Money deixou de funcionar. Nem passava na máquina nem tirava dinheiro no caixa. Tivemos que usar o cartão de crédito, pois estávamos sem dinheiro em espécie. Mas, chegando no Brasil, ele já voltou a funcionar normalmente.

Neste quesito a consultoria também ajudou muito. A opção pelo Travel Money e parte em dinheiro foi realizada após consulta direta ao Rogério.

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Telefone e internet

Não utilizamos telefone durante a viagem. Foi todo tempo no modo avião e utilizando o Wi-Fi dos locais onde estávamos hospedados.

E para fechar… Recomendariam a consultoria para viagem personalizada pela Europa? E para quem?

Sim! Acredito que para o perfil de quem queira de fato montar sua viagem e esteja precisando de uma assessoria. Há pessoas que querem apenas viajar e que os guias os peguem e os busquem no hotel. Elas inclusive pagam para isso. Acredito que a ideia da consultoria é justamente para as pessoas que querem correr atrás da viagem, que tenha a sua cara, de acordo com o seu perfil, e não apenas um pacote.

Eu contrataria a consultoria novamente, sem dúvida. Talvez não para as mesmas cidades, mas, para as outras cidades seria uma opção, até porque o valor em si da consultoria é acessível e honesto e é sempre bom contar com a experiência quando se vai para um país distante com cultura diferente.

Rogério, a consultoria, pelo menos para nós, foi excelente! Como já disse, nós procurávamos justamente uma orientação para seguir e montar a viagem. Suas dicas e esclarecimentos nos deram a segurança de que, mesmo indo para um local totalmente diferente do que estávamos acostumados, tudo iria dar certo!

viagem personalizada pela Europa - Borough Market

Mais dicas de Danilo e Carol para os leitores do Viajando

1) Eu acho essencial, mesmo com a consultoria, comprar um guia básico desses de internet. Compramos um em cada cidade e ajudou muito nessas cidades.

2) Baixe para o celular um dicionário com as línguas faladas nas cidades aonde você quiser ir.

3) Na maioria das atrações como museus, igrejas, palácios se alugam audio guias em várias línguas (muitos até em português) de modo que você vai andando pelo local e vai sabendo a história de cada canto. Entretanto, (e aqui está o “pulo do gato”) vários locais tem aplicativos de áudio-guia grátis na Internet. Um exemplo? A Abadia de Westminster. Então, se você sabe mais ou menos aonde vai, dá uma olhada antes na internet e veja se não baixa de graça o aplicativo e na hora é só ligar o celular sem pagar nada.

4) Leve sempre um fone de ouvido seu para os áudio guias. Os mais novos normalmente vem com um fone próprio (exemplo, o do Louvre ou do Museu Capitolino), mas, os fones mais antigos (como o da Abadia de Westminster) são daqueles que parece um telefone antigo que você tem que ficar pondo no ouvido. Então, para esses casos, leve um fone e plugue no equipamento que você consegue ter uma experiência bem melhor na sua visita.

5) Vá ao mercado em cada uma das cidades. Para nós foi muito legal ver coisas diferentes e provar, além de ser bem mais barato. Um exemplo, coca cola light sem cafeína (pelo menos aqui no Maranhão ainda não chegou – opinião pessoal: sem graça). Fora que as coisas são bem mais baratas e com o euro valendo o que vale hoje, cada centavo é importante.

6) Faça os passeios de turistas, mas também tente viver como os locais. Em Londres coma na praça pegando um sol para se esquentar, em Paris faça um piquenique e em Roma coma como os romanos.

7) Lave sua roupa suja em uma dessas lavanderias “self-service”. Elas são muito baratas e te ajudam a não ir com a mala cheia.

Londres

8) Em Londres comprei os ingressos para o Musical na saída do Madame Tussaud. Os valores estavam mais baratos do que no próprio site da TKTS. Fui numa terça-feira e peguei um assento bom por um preço bem mais em conta.

9) Tem meio que uma “onda” de comida mais saudável em Londres. Há vários lugares para se comprar um sanduiche natural e um suco para levar (sempre mais barato). Comemos em um lugar chamado POD que abre desde o café da manhã e vai até o jantar. Lá os produtos são sempre frescos, sendo que das 19h às 19h30 (quando fecha) há um desconto para se evitar o desperdício.

10) Se você gosta de correr, Londres é local. Conhecemos o Regent Park e ele é muito bom de correr, havendo inclusive várias pessoas que praticam o ciclismo em seus arredores.

11) Perto da National Gallery há a igreja de St. Martin-in-fields. Na parte de baixo dela tem um lanchonete muito boa e com o conhecido “Apple Crumble”. Vale a pena!

Paris

12) A Gran Epicerie de Paris tem um milhão de coisas legais (temperos, bebidas, boulangerie, pâtisserie, etc…) que vale muito a pena ir. Fica bem na porta de uma das saídas da estação Sèvres-Babylon (linha amarela). Muito bom, não é caro e tem muita variedade. Fomos lá pelo menos duas vezes.=

13) Fomos ao Arco do Triunfo quando já era noite. Não pegamos fila nenhuma e a vista é muito legal.

14) Na França você só precisa saber falar 4 palavras mágicas: Bonjour (bom dia), S´il vous plaît (por favor), merci (obrigado) e Au revoir (até logo). Dai para frente a comunicação é uma linguagem universal e você dá seu jeito.

15) Entre em várias boulangeries e peça cada dia uma coisa nova (Baguete, croissant, sanduiche e etc.) e coma sentado num parque contemplando Paris.

16) Baixe no teu celular um aplicativo chamado Vivino (muito usado aqui no Brasil também) para te ajudar a comprar um vinho em Paris ou Roma.

17) Descobrimos lá em Paris a rede Picard de comida congelada. Lá tem muita coisa e abastece quase que todos aqueles restaurantes de turistas. E é muito barato! Para um dia que você estiver cansado e quiser sair é só passar lá (tem vários dele na cidade) e você comerá bem.

18) Cuidado com os batedores de carteira no metrô. Fique esperto e não dê uma de “gringo no Rio”.

Roma

19) Tem uma sorveteria ao lado da Fontana de Trevi muito boa. Não sei o nome, sei que tomamos sorvete três vezes lá pelo menos.

20) Uma dica também é que entre a Fontana de Trevi e o Pantheon achamos as lojas de souvenir com o preço mais em conta. Para quem quer comprar umas lembrancinhas me pareceu lá melhor do que nos outros pontos turísticos.

21) Em Roma não tem como não ir ao bairro Trastevere. Vale muito a pena. Fomos duas vezes. É muito bom! Muito legal! Indicamos o tradicional “Carlo Mento” e fomos em um outro chamado Bacanal. Muito legal. Para ir é super simples. Vá até a Piazza que fica na frente do Il Vittoriano bem ao lado (na diagonal) tem a linha do bonde numero 8. Para comprar a entrada é só procurar algum lugar que tenha uma letra “T” bem grande assim destacado. Custa 1,50 euros. Saindo desse ponto, você descerá na terceira parada (primeira após o rio).

22) Villa Borghese – Lugar lindo, excelente para ficar passeando, alugar umas bicicletas e fazer um piquenique.

23) Florença, vale o passeio. Lugar excepcional cheio de história.

24) Museu Capitolino – Museu excelente. Cheio de obras fantásticas.

Danilo e Carol
São Luis (MA)
Data da viagem: Setembro/2014

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