Templo budista em Três Coroas: sugestão de passeio pro final de semana

Publicado por em 09/12/2015

Manuela Colla

Para quem mora no Rio Grande do Sul, uma boa opção de passeio no final de semana é visitar o templo budista de Três Coroas, conhecido também como Khadro Ling. Confira aqui algumas dicas para visitar este lugar lindo! 

templo budista_Chagdud Gonpa_Viajando bem e barato

O templo foi fundado em 1995 pelo mestre tibetano Chagdud Tulku Rinpoche, e acabou se tornando um ponto turístico da cidade pelas belas construções tibetanas que abriga – estátuas, rodas de oração, bandeiras e as vibrantes cores e detalhes das construções encantam turistas de qualquer religião. Diz-se que, quando Chagdud Rinpoche idealizou o templo, ele não tinha a intenção explícita de criar uma atração turística. No entanto, sempre disse que construiu o templo para inspirar positivamente todos os visitantes, independentemente de suas crenças ou tradições religiosas. É um bom passeio para casais, grupos de amigos e até famílias – tem bastante espaço pra criançada correr por lá e é bastante seguro. 🙂

Como chegar no templo budista

De carro a partir de Porto Alegre
O templo budista está a 7 km de Três Coroas por estrada de chão batido. Para quem vem de Porto Alegre, o caminho é bem simples: vá pela RS-020 em direção a São Francisco de Paula. Na parada de ônibus 177, que está sinalizada, dobre à esquerda. Há também, neste local, uma placa indicando o templo.

De ônibus a partir de Porto Alegre
A empresa Citral tem uma linha direta de ônibus de Porto Alegre até Três Coroas. Os horários podem ser conferidos no site da rodoviária de Porto Alegre. Da rodoviária, é necessário pegar um táxi até o centro budista – como estamos no interior, vale uma dica: não esqueça de combinar um preço para a corrida até o templo budista, já que muitos táxis não possuem taxímetro.

De Gramado 

Partindo de Gramado você tem duas opções:

Siga em direção a Porto Alegre pela RS 115, em Três Coroas. A estrada de acesso estará a sua esquerda. O templo budista ficará a 20 minutos da RS 115, no alto do vale, sendo os últimos 7 km de estrada de chão batido. A viagem tem cerca de 31 km, e dura pouco mais de 40 minutos.

O caminho mais longo, de 61 km, passa por Canela e depois pelos Campos de Cima da Serra, pode ser um opção para quem quer conhecer a bela estrada a caminho da cidade de São Francisco de Paula. Este trajeto dura mais ou menos uma hora.

De Bento Gonçalves

De Bento, siga pela BR 470 em direção à Porto Alegre. Em Carlos Barbosa, pegue a RS 446, que depois vira a RS 122, perto de São Vendelino. Dali, siga até Portão (sentido Porto Alegre), onde ela vai ter virado a RS 240. Dali, pegue a BR 116 sentido Novo Hamburgo. Então, você segue no sentido Taquara, pegando a RS 239. Siga até Taquara e pegue a RS 020 até São Francisco de Paula. Dobre à esquerda na parada de ônibus 177. Aí, você verá uma indicação para o templo budista. A viagem dura cerca de duas horas e meia.

Para aproveitar e fazer esta viagem bate-e-volta de Gramado, Porto Alegre ou Bento Gonçalves, alugue seu carro com Rental Cars ou RentCars.

templo budista_oferendas_Viajando bem e barato

Conhecendo o templo budista

A entrada do Templo Khadro Ling é simples e no portão, pelo porteiro eletrônico, a gente deve identificar-se para entrar com o carro. Se você é fumante, um alerta: a partir do momento em que se entra neste portão, não é permitido fumar em lugar algum da propriedade. Muitos turistas optam por, logo depois de entrar, rumar para uma pequena sala onde um vídeo conta a história do lugar. O templo é  réplica do templo celestial de Zangdog Palri (“Gloriosa Montanha Cor de Cobre”) na cidade de Kogpo, no Tibete, e pode ser visitado com guia, que explica um pouco sobre a filosofia e a arte sacra tibetana.

O espaço pode ser visitado fora do horário de aulas e meditação, que varia conforme a programação que está acontecendo no templo. A parte interna não pode ser fotografada – aproveite para fazer uma oração (em qualquer tradição religiosa) ou dedicar orações escritas para alguém específico.

templo budista_interno_viajando bem e barato

Quem quiser, pode também oferecer lamparinas. Centenas de lamparinas são acesas todos os dias no Khadro Ling como uma oferenda de luz para dispersar obstáculos de todos os seres. Você pode participar dessa oferenda diária e inclusive dedicar um determinado número de lamparinas em benefício a você, sua família ou qualquer outra pessoa que esteja passando por dificuldades ou que precise de bênçãos – cada lamparina custa R$ 2,50, informe-se com o pessoal da secretaria ou com o guia que está lhe acompanhando dentro do templo.

templo budista_lamparinas_viajando bem e barato

Se você quiser participar de uma prática de meditação, o Khadro Ling costuma ter sessões abertas ao público nos domingos, às 8h da manhã. Recomenda-se chegar lá 15 minutos antes disso e certificar-se, antes de sua viagem, se haverá mesmo prática aberta naquele final de semana – isso muda de acordo com a programação do Khadro Ling.

Durante toda a visita, você vai observar em diversos lugares bandeiras coloridas.
Segundo a tradição budista, elas carregam mantras e, quando balançam no vento, eles acreditam que o vento vá espalhá-las levá-las ao longe.

templo budista_bandeiras de oração_Viajando bem e barato

As grandes rodas de oração também chamam bastante a atenção dos visitantes. Há diversas na entrada do templo budista, e também na Casa das Rodas de Oração. Elas que giram incessantemente, 24 horas por dia, emitindo um som de sino. As rodas contém  rolos com mantras inscritos que ao serem girados (mecanicamente) emanam bençãos para os que estiverem em suas proximidades.

templo budista_rodas de oração_Viajando bem e barato

O espaço costuma ser bastante silencioso e todas as estátuas e construções são cuidadosamente decorados de acordo com a tradição tibetana – o Khadro Ling é o primeiro templo budista construído nesta linha de toda a América Latina.

Outra construção maravilhosa é chamada de Zangdog Palri – trata-se da expressão da Terra Pura , um reino que expressa a mente iluminada. Erguer a Terra Pura foi o último desejo do mestre Chagdud Tulku Rinpoche, e seu último grande projeto antes de morrer em 2002. O local abriga suas cinzas.

Chagdud Tulku Rinpoche era um mestre de meditação do Budismo Tibetano. Rinpoche trouxe aos Estados Unidos e à América Latina ensinamentos espirituais extremamente raros e profundos, totalmente desconhecidos no Ocidente até poucas décadas atrás. Ele é uma figura central para quem visita o templo budista.

templo budista_terra pura_viajando bem e barato

As estupas também são muito bonitas e podem ser vistas já desde o estacionamento do templo budista – os budistas que caminham a sua volta em um ritual  que representa as  8 fases da vida do Buda. Diz-se que as pessoas devem percorrer em sentido horário toda sua extensão – a cada estupa percorrida sua mente se ilumina e recebe-se bençãos. 🙂

templo budista_Chagdud_Gonpa_Viajando bem e barato

O templo tem também uma lojinha com souvenirs como cartões postais e adesivos, e vários livros sobre a filosofia budista, DVD’s e CD’s. Ali, você encontra água e refrigerantes à venda, mas não há qualquer tipo de lanche à venda no templo.

Onde comer em Três Coroas

Como sugestão de complemento ao passeio, indicamos o Tashi Ling, primeiro (e único) restaurante tibetano do Brasil, que fica em Três Coroas também. O lugar é super bonito, os garçons usam roupas típicas e rola música tibetana enquanto você está lá – o proprietário, Ogen Shak, é um tibetano muito simpático que adora conversar. E ele tem história pra contar: é um refugiado que fugiu do Tibete a pé, pelo Himalaia, carregando os dois irmãos mais novos, fugindo da ocupação chinesa. Artista plástico especializado em arte sacra tibetana, há sete anos veio para o Brasil ornar o templo budista de São Paulo e nunca mais voltou – é um apaixonado pelo país e aqui conheceu sua esposa, Adriana.

Dica de prato no restaurante? Indico sempre o Chamô Chow Mein, um macarrão com shimeji e legumes com óleo de gergelim e o, como entradinha, o Momo, uma espécie de bolinho cozido no vapor, leve e muito saboroso.

templo budista_momo_Viajando bem e barato

Onde ficar em Três Coroas

Opção econômica 

Refúgio do Pomar Hostel – Oferece café da manhã, Wi-Fi liberado, a hospitalidade do proprietário Renato e um local tranquilo para passar um final de semana na boa, relaxando. Oferece banheiro privativo, ventilador e frigobar a um preço bem bacana.

Hotel Caminhos da Serra – Hotel simples, mas com boa relação custo-benefício. Café da manhã saboroso, Wi-Fi, e acomodação confortável.

Khadro Ling – Com agendamento prévio, o templo budista oferece vários tipos de acomodação – quartos individuais ou coletivos. Todavia, este tipo de hospedagem é mais usado pelos praticantes do budismo que visitam o local para fazer algum retiro específico.

Serviço

Khadro Ling – Estrada Linha Águas Brancas, 1211. Caixa Postal 121. – Três Coroas-RS.

Horário de visitação: de quarta a sexta, 9h30 às 11h30 e 14h às 17h; sábado e domingo, 9h às 16h30. Fecha às segundas e terças-feiras. Grupos com mais de dez pessoas devem agendar sua visita por e-mail ou telefone.

Terra Pura de Padmasambava: sábado e domingo das 9h às 16:30h

O Templo estará fechado para visitação de de 21/12 até 01/01, e depois, de 18/02 a 03/03, quando acontecem retiros fechados para os praticantes do budismo.

Telefones: (51) 3546-8200. Fax: 3546-8223.

Email: info@chagdud.org.

Mais informações sobre a história, os monumentos, dúvidas frequentes e informações gerais para seu passeio por lá, acesse www.templobudista.org.

Entrada: Gratuita – mas doações solidárias são bem-vindas para manter o espaço. Todo o staff do templo trabalha voluntariamente.

Tashi Ling – Rua Alagoas, 361 – Bairro Águas Brancas – Três Coroas – RS

Telefones: (51) 3546.5763 e 9678.3184

Horários de funcionamento:

Qua – Sexta 12h – 15h
Sex – Sáb 8h – 11h
Sáb – Dom 12h – 16h

Site: http://espacotibet.com.br/

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14 Comentários

  1. Recomendo a Visita ao Templo Budista. Local muito lindo . Existe uma Energia intensa. E uma tranquilidade com um silêncio para uma meditação.

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    • Manuela Colla

      Muito bacana, né, Francisco? Agradecemos o comentário! 🙂

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  2. É permitido levar animais como cães de porte bem pequeno? Tenho 2 cachorrinhas de 2 kg cada uma e gostaria de saber se posso levá-las junto qdo formos vistar o templo.

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    • Manuela Colla

      Oi, Viviane!
      Não encontrei nenhuma informação no site deles sobre isto. Acredito que eles possam te informar por telefone: (51) 3546-8201 | (51) 9694-7299. Abraço e bom passeio!

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  3. Muito legal sua postagem!

    Sabe me dizer quanto custa, mais ou menos, o táxi da rodoviária até o templo?
    Depois fica difícil pega um táxi do templo até a rodoviária?

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    • Manuela Colla

      Oi, Mariana!

      O valor exato não sei te informar, mas o site do templo tem uma série de contatos de táxi de Três Coroas que você pode agendar previamente, tanto para a ida como a volta até a rodoviária:
      http://br.chagdud.org/translados/
      Abraços!

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  4. que horas abre aos domingos?

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    • Manuela Colla

      Olá, Sônia!

      A visitação lá é de quarta a domingo, nos seguintes horários:

      Quartas às sextas, das 9h30 até 11h30 / das 14h às 17h.
      Sábados e domingos, das 9h00 até 16h30.

      Abraços e bom passeio!

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  5. Olá! Será que tem um espaço para fazer um piquenique com a família? Seria muito legal…com a tranquilidade que tem

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    • Manuela Colla

      Oi, Elisiane!

      Que eu saiba, não é permitido fazer piquenique lá, pois é um espaço religioso (mesmo os arredores)… Mas seria demais, né?

      Beijos!

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  6. Gostaria de saber a cor de roupa adequada para ir?

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    • Manuela Colla

      Oi, Diana! Não há regras de vestuário quanto à cores… O tipo de roupa adequada é a mesma para qualquer templo religioso: não muito decotada e curta.

      Bom passeio pra ti! Abraço!

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    • É bom ir com uma calça confortável para o caso de resolver sentar para meditar. Também o uso de meia soquete acho indicado porque é necessário tirar os calçados para entrar no templo. Eu, particularmente, sempre vou de abrigo e tênis.

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      • Manuela Colla

        Obrigada pelas dicas, Eliana!

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