Dicas de viagem para o Marrocos: passeios, acomodação e dicas da Manú, cliente dos roteiros personalizados

Publicado por em 04/08/2016

Manuela Colla

A Manú é cliente dos roteiros personalizados e, recentemente, viajou sozinha para a Espanha, França e Marrocos. Aqui neste post, destacamos a experiência dela em Marrakesh e no deserto do Sahara, e ela preparou super dicas de viagem para o Marrocos. Entre nessa aventura com ela!

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A escolha do destino

Eu estava com outra viagem marcada que acabou não dando certo e, um dia, conversando com um colega, ele mencionou o Marrocos. Eu achei que ele estava maluco, hehehe, mas fiquei intrigada com o destino que ele queria conhecer… Confesso que nunca havia pensado em viajar para lá, e fui pesquisar informações sobre o país. Foi um pouco difícil achar blogs que falassem de viagem para o Marrocos, tem muito pouca coisa sobre isso mas, mesmo assim, acabei me encantando pelo exotismo do país e pelas belíssimas paisagens que vi na pesquisa e decidi que iria conhecer aquele país!

Eu já havia conversado com o Rogério sobre o meu roteiro de viagem para a Europa, e ele acabou encaixando o Marrocos na viagem, sem qualquer tipo de resistência! O resultado? Acabei ficando por lá quatro dias: conheci Marrakesh e passei três dias e duas noites no deserto do Sahara. Recomendo que as pessoas fiquem mais tempo por lá – eu ficaria três dias somente em Marrakesh, para aproveitar melhor e conhecer tudo com calma. Hoje, se pudesse voltar no tempo, teria ficado mais tempo no Marrocos, é uma cultura muito rica e algo que, definitivamente, muda sua visão de mundo, uma viagem inesquecível!

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A chegada em Marrakesh

O voo foi super rápido – saí de Barcelona e em duas horas e meia, já havia chegado no Marrocos. Foi um pouco assustador quando eu cheguei no aeroporto, eu achei tudo muito precário e o aeroporto é pequeno, muito diferente do padrão ao qual estamos acostumados. Tudo era uma bagunça – na hora de pegar mala, na hora da imigração… Seu visto é feito à mão! É perrengue mesmo! Mas a imigração foi tranquila, não vi ninguém tendo problema e tinha gente de todos os lugares do mundo por lá! O pessoal do aeroporto e da imigração falam inglês mas a comunicação não é fácil.

A minha grande sorte foi meu guia de viagem! Eu tenho um amigo que mora na Europa e participa do Ciência Sem Fronteiras e ele me indicou um guia super bacana, o Mostafa – que, inclusive, falava português! Com isso, me sentia bastante segura e, acredito que por eu estar viajando sozinha para o Marrocos, ganhei atenção especial do Mostafa. Fechei tudo com esse guia, que já foi me buscar no aeroporto de táxi – e o preço dele foi ótimo. Indico para quem pensa em viajar para o Marrocos fazer o mesmo, já ir com os passeios acertados com um bom guia de viagem (mais adiante, coloco o contato do Mostafa para quem quiser falar com ele).

O aeroporto fica na cidade nova, onde tem prédios mais novos, ruas mais modernas… Mas eu fiquei hospedada na Medina, a cidade antiga de Marrakesh e, conforme o táxi ia se afastando da cidade nova, confesso que me sentia na Índia! As ruas não tem semáforos, havia muitos pedestres no meio da rua, motos passando rápido, bicicletas, uma bagunça! Eu estava apavorada! Mal sabia eu que estava prestes a viver uma das experiências de viagem mais incríveis da minha vida – isso passada a primeira impressão, hehe. 🙂

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A hospedagem

Em Marrakesh, me hospedei no Hotel Cecil. Eu não esperava chegar ali e encontrar um Hilton (hehe), e cheguei até o hotel a pé, acompanhada pelo meu guia pois não existe forma de chegar lá de carro. Eu desci na Medina, o guia foi comigo trocar meu dinheiro pela moeda local (o dirham), e também fiquei com medo pois percebi que era notada, especialmente pelos homens. Imagina: loira, ‘branquela’, alguém muito diferente… Mas em momento algum sofri assédio ou me senti ameaçada, até porque respeitei as regras de vestimenta: não usar nada decotado, saia, roupas curtas ou muito cavadas. Então, foi tranquilo.

O hotel era bem simples, os quartos tinham decoração marroquina… Apesar da acomodação ser bem simples, mas o custo-benefício foi ok, ele atendeu tudo o que eu precisava.

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Passeio no deserto

Na minha van, tinha gente do mundo todo: brasileiros, alemães, japoneses – fiz amizade rápido e foi ótimo, porque todos ali tinham o perfil de ser viajantes aventureiros! Acho que esse é um destino de viagem muito bom pra quem quer fazer novas amizades, aliás! Como a cultura do Marrocos é muito diferente de todas as outras, isso acabou nos unindo.

O passeio foi incrível! Na primeira noite, ficamos em um hotel perto do deserto. Já no primeiro dia, passamos pelas Montanhas Atlas, em Tizi-n-Tichka, com 2.260 metros de altitude, e também por tradicionais vilas berberes (onde moram pessoas que nasceram e ficaram morando no deserto). Entramos em algumas destas casas feitas de barro – no deserto, faz muito calor e lá dentro das casas estava super fresquinho – as mulheres estavam fazendo tapetes, e os moradores (sempre cordiais) nos ofereciam um chá, a bebida oficial daquele país… Ele mostram o estilo de vida deles, só não podíamos tirar fotos!

De Marrakesh até o local onde ficamos no meio do deserto, foram mais ou menos seis horas de viagem, então íamos parando e conhecendo outras atrações, como o Kasbah Ait Benhaddou, onde visitamos um patrimônio da UNESCO. Depois disso, almoçamos em Ouarzazate, onde passamos pelos Atlas estúdios, conhecido “Hollywood Marroquina” – lá, foram produzidos alguns filmes bem conhecidos, como “300”.

Ainda na viagem, conhecemos Dades Gorges, um lindo canyon situado entre as Montanhas Atlas e passamos uma noite em um hotel situado nestes canyons. O lugar era incrível, um oásis no meio do deserto, impossível de descrever!

Dicas de viagem para o oásis_camelo_Viajando bem e barato
Depois, no segundo dia, saímos de Dades Gorges com destino a Merzouga, no Deserto do Sahara. Durante o caminho, passamos por algumas vilas berberes Todra Gorges , Tenhir, Tinjdad, Jorf e Erfoud, onde também vimos o início do Oásis de Tafilalet, até chegarmos em Merzouga, onde descansamos por alguns minutos para relaxar e nos prepararmos para o passeio de camelo.

Esse foi outro grande momento da viagem – andamos uma hora e meia em cima do dromedário, curtindo uma paisagem incrível, tirando fotos e uma experiência difícil de descrever… Você está no meio do nada, em contato com a natureza e andando em um animalzinho que você nunca viu igual… É demais! Logo abaixo, vou deixar algumas dicas para quem pensa em fazer este passeio que podem ser bem úteis. Durante o passeio, apreciamos o pôr do sol e o maravilhoso céu do deserto! Nunca vi nada mais bonito, o céu no deserto é indescritível.

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Atravessamos dunas até chegar ao nosso acampamento berbere, onde passamos a noite. Lá, você só leva o necessário e deixa a maioria das suas coisas na van – eu levei uma pequena mochila para o acampamento, que tinha uma troca de roupa e um casaco. Não existem quartos no acampamento, e sim, divisórias feitas de pano e só! Não há banheiro também, os viajantes tem que se virar com a pouca infraestrutura que tem. O que eu achei mais incrível foi que, neste acampamento, os berberes que nos receberam falavam português. Eu fiquei incrédula, eles falam muito bem! Eles aprendem tudo com os turistas e são muito receptivos. 🙂

No dia seguinte, acordamos de manhã bem cedo (5h da manhã) para assistir o nascer do sol sob as dunas, fazendo o percurso de retorno de camelo até Merzouga, onde tomamos café da manhã no hotel para seguir com nossa jornada de volta para Marrakesh. A viagem é longa e achei bem cansativo este dia pois só ficamos dentro da van, mas claro que faz parte. 🙂

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Alimentação

Eu saí do Brasil achando que ia comer muita esfiha e acabei me decepcionando – e olha que não sou chata pra comida! Na maioria das refeições, é servido o cuscuz marroquino e o tahine (uma espécie de pastinha para comer com pão sírio) – todas as minhas refeições foram isso, uma hora cansa! Teve um almoço em que comi kafta com arroz, também… Mas não espere nada muito diferente disso. E muito chá – incrível, como só eles sabem preparar! Em cada lugar que a gente foi, tomei um chá diferente, e é a bebida oferecida em todas as casas – lá, eles não bebem álcool por restrição religiosa, então o chá é a bebida da socialização. Aliás, não espere beber nada de álcool no Marrocos – a bebida é super restrita no país. O drink deles é o chá! 🙂

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A cultura

Além da proibição do álcool, muitos outros aspectos chamaram a minha atenção no que diz respeito à cultura do Marrocos. Quando voltei a Marrakesh, depois do passeio pelo deserto, o Mostafa me indicou um outro guia para fazer passeios pela cidade e ele era muito receptivo, então fiz várias perguntas que me intrigavam sobre o país. Ele me disse que é normal um homem casar com várias mulheres. Pensei que isso poderia ser uma coisa antiga, mas ele me disse que é assim mesmo. Ele me explicou que, inclusive, a maioria dos homens casa com mais de uma mulher, conforme está escrito no Alcorão. É uma realidade muito diferente da nossa.

E, ao contrário do que você pode estar pensando, é um povo muito feliz – eles me passaram uma energia muito boa o tempo todo. Apesar da pobreza e da sujeira dos lugares, dos muitos moradores de rua, animais na rua… Eles parecem bem felizes. E tem muita gente com muito dinheiro, também.

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Outra coisa que eu AMEI foi a arquitetura marroquina. Visitei algumas obras incríveis, como o Bahia Palace, construído para habitar o harém de um sheik, a Medersa Ben Youssef, Saadian Tombs (os túmulos da dinastia saadiana). Visitei também uma mesquita mas não pude entrar, só olhar o jardim e um cemitério que havia atrás da construção, em que também há uma separação entre homens e mulheres…). Toda a arquitetura deles é muito colorida e, como adorno, eles podem usar apenas flores, formas geométricas e letras da escrita árabe. Isso segundo o Alcorão, também – nada de figuras de animais ou pessoas, por exemplo. Confira algumas fotos de detalhes que tirei por lá?

O guia me alertou outra coisa sobre Marrakesh, especialmente sobre a parte antiga (Medina): nunca andar à noite sozinha, por ali. Era tudo muito escuro. Eu havia lido, antes de viajar, que as pessoas poderiam cobrar os turistas por informações caso eles se perdessem pela Medina, mas eu acabei me perdendo por lá e fui pedir informações em lugares que considerei mais seguros (outros hotéis, comércio…) e ninguém me cobrou nada. Acho que existem alguns mitos.

Enfim… Foi uma viagem inesquecível! Eu tenho certeza de que vou voltar pra lá, a cultura é muito rica! Eu nunca tinha viajado sozinha, nem dentro do Brasil  e foi uma jornada de autoconhecimento – aprendi bastante, inclusive com meus erros!

O financeiro pra viagem

Em Marrocos, eu gastei pouco! Em hotel, passagem, passeios eu economizei na viagem. Mas fiz bastante comprinhas de artesanato, comprei um tapete lindo, eu me permiti comprar uns presentes ali. No total, eu gastei R$ 2.500 – o passeio no deserto, por exemplo, custou € 85. A moeda deles é muito desvalorizada – dez euros equivalem a 110 dirham, para se ter uma ideia – então torna-se uma viagem bastante barata!

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Dicas de viagem para o Marrocos

Se você está pensando em conhecer este lugar mágico, aqui vão algumas dicas que podem te ajudar bastante:

1. O clima é bastante seco – leve com você sempre lenços umedecidos, ajuda bastante! Você vai precisar deles para sua higienização também.

2. No passeio do deserto, vá de tênis – não faça como eu, que fiz o passeio de chinelo… Você precisa de proteção porque o vento com areia machuca a  pele! Falando nisso, um lenço é essencial para proteger seu rosto quando você estiver no meio do deserto!

3. Nada de roupas decotadas, blusas cavadas, ou saias – respeite a cultura local. Se viajar em casal, evite demonstrações públicas de afeto – o Marrocos é um país islâmico e isso não é bem visto.

4. Óculos escuros também são item indispensável – usei até mesmo à noite, para proteger os olhos da areia do Sahara!

5. Garrafinhas de água. No meio do deserto, o acampamento não tem banheiro então, para lavar as mãos, você vai precisar desse líquido precioso! E nunca beba água da torneira no Marrocos, os guias sempre indicam isso!

6. Aliás, se  você está programando esta viagem, recomendo deixar as ‘frescuras’ em casa: o espírito é de aventura e, não, não vai haver banheiro ou qualquer tipo de conforto no passeio pelo deserto.

7. Indicaria também levar alguns snacks para o passeio no deserto. A comida lá não é boa e vai estar fria – lembre-se de que não há como fazer fogo no meio do deserto para aquecer o que quer que seja. Fora que você vai passar muito tempo na van viajando, então vai precisar de lanches…

8. Eu levei uma mantinha para passar a noite no acampamento – a temperatura cai bastante e muitos acampamentos fornecem este item, mas preferi não arriscar. E leve também roupas mais quentes para a noite!

9. Prepare-se para o choque cultural – os berberes, homens que nasceram e se criaram no deserto da África, geralmente não tem qualquer tipo de estudo e um deles me falou que aprendeu tudo o que sabia com turistas. A gente volta valorizando coisas que tomamos como garantidas aqui no Brasil como educação…

10. Sei que a empolgação com  fotografias é natural (eu mesma tirei várias fotos incríveis no deserto), mas nunca fotografe uma mulher marroquina – em nenhuma circunstância. Isso não é permitido pela cultura local.

Dicas de viagem para o Marrocos_paisagem_Viajando bem e barato

Para quem quiser contratar os serviços do Mostafa, aqui está o WhatsApp dele: +212 666-462266.

Para mais dicas incríveis de viagem para o Marrocos, ouça aqui o áudio do bate-papo com a Manú:

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2 Comentários

  1. Olá eu sou um jovem que vai viajar para Marrocos 10 dias vou sozinho. Gostaria de saber se tem algum contacto ou se tem o site desse mostafa ou e-mail? Tenho procurado tours para o deserto mas não encontro nada de jeito. Se me pode-se ajudar ficaria agradecido.

    Comprimentos: Filipe

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