Roteiro para África do Sul e Moçambique

Atualizado por em 11/03/2017

Rogério Milani

Confira aqui como foi a viagem da Bianca, Priscila, Jaqueline e Leonardo – a turma fez um super roteiro para África do Sul e Moçambique! Eles passaram 14 dias nessa super viagem! 

Roteiro para África do Sul e Moçambique_turma_Viajando bem e barato

Saímos do Brasil com o roteiro montado e todas hospedagens reservadas – tivemos que nos programar com certa urgência o roteiro porque as reservas de hospedagens são requeridas para o visto moçambicano. Falando em visto, acho importante pontuar algumas questões para ajudar outros viajantes: como nossa viagem incluía a África do Sul, tivemos que tirar o visto de múltiplas entradas (R$600,00) que é bem mais caro que o visto simples (R$250,00). Para evitar problemas, enviamos os documentos necessários via SEDEX para a embaixada de Moçambique em Brasília. No entanto, é possível tirar o visto no próprio aeroporto. Dizem que sai mais barato, mas preferimos não arriscar. Mais informações sobre o visto acesse o site oficial.

Voltando ao roteiro, nossa viagem durou 14 dias. Este roteiro é uma mistura de paisagem urbana, praia e safári. Se você pretende voltar futuramente para fazer safári, uma outra opção de roteiro seria explorar o litoral norte de Moçambique e deixar a África do Sul para uma outra oportunidade. Como nossa ideia era fazer uma viagem bem diversificada, optamos pelo roteiro que vou descrever abaixo.

No geral, ele funcionou bem. Tivemos apenas um inconveniente com mau tempo justamente no dia em que iríamos para a Ilha de Inhaca o que resultou em um dia perdido. Porém, no final, a pousada nos cedeu mais um dia de hospedagem. Se você tem um pouco mais de tempo, pode agregar a este roteiro a Suazilândia. Este é o menor país da África e fica entre o Moçambique e a África do Sul. Ouvimos muitos relatos de viajantes que dizem que vale a pena conhecer por ser uma das poucas monarquias remanescentes no continente.

Roteiro para África do Sul e Moçambique_pic_Viajando bem e barato

O roteiro

Maputo – Capital do Moçambique – Chegamos ali dia 24. É um país que deixou de ser colônia de Portugal em 1975 (pouquíssimo tempo!) e apresenta um dos piores índices de desigualdade social do mundo. Quem chega pelo aeroporto logo repara com um cenário bastante dividido. De um lado observam-se mulheres e crianças no mercado informal e do outro lado grandes obras da construção civil. A cidade é bem planejada, com calçadas largas e ruas arborizadas, porém, falta manutenção. Há alguns lugares especiais para visitar em Maputo, que podem ser vistos em dois dias.

Mercado do Peixe: Ideal para ir no horário do almoço. O mercado é dividido entre o setor de restaurantes e o mercado propriamente dito. Assim, você pode comprar seu peixe/mexilhão/lula/camarão/lagosta no mercado e leva-lo até o restaurante para eles cozinharem cobrando apenas pela “mão-de-obra”. A gastronomia, especialmente os frutos do mar, são o carro-chefe desta cidade.

Roteiro para África do Sul e Moçambique_Mercado do Peixe_Viajando bem e barato

Setor de camarão, Mercado do peixe, Maputo.

FEIMA: Feira de artesanato com muito produto bonito e barato (Não esqueça de pechinchar! Você pode conseguir até 50% do valor inicial dado pelo vendedor).

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Estação do Caminho de Ferro: Edifício do início do século XX, é um dos cartões postais da cidade. Está em excelente estado de conservação.

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Dia 25) Dia perdido. Havíamos programado nossa ida a Ilha de inhaca neste dia, porém, em função do mal tempo, as embarcações não estavam operando. Além disso, como era feriado, nada estava aberto na cidade. Passamos o dia no hostel e saímos para almoçar no restaurante Piri-Piri, o qual possui um cardápio variado (carne e frutos do mar) e relativamente acessível, em termos financeiros.

Dia 26 a 28) Ilha de inhaca: Existem dois tipos de embarcações que partem da área portuária de Maputo para a ilha de inhaca: a pública e as privadas. A embarcação pública sai aproximadamente às 7h e leva três horas até a ilha. Os barcos privados não têm horário fixo e levam apenas uma hora para chegar a ilha. A diferença de tempo se reflete também no preço, já que as embarcações privativas custam até cinco vezes mais.

Chegando na ilha, você se depara com a região central, onde há mercadinhos e restaurantes. Os preços não são altos, mas não há muita diversidade de produtos. Portanto, vale a pena trazer alimentos para ilha!
A ilha é grande e não é possível deslocar-se caminhando de um lado para o outro. É preciso negociar o transporte com os próprios donos da pousada, por meio de quadriciclos ou caminhonetes.

Na ilha, recomendo que seu primeiro mergulho no oceano índico seja dado na Praia de Santa Maria. Sem dúvida, a praia mais bonita da ilha. Leve o seu snorkel (geralmente as pousadas disponibilizam!) e curta sua água cristalina. Atenção: não se assuste se cobrarem uma taxa. Existem guardas nesta praia que cobram uma taxa por pessoa para fazer snorkel.

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Praia do Farol, Inhaca

Outra praia belíssima é a Ilha dos Portugueses, vale a pena dar uma boa caminhada pela ilha. Negocie com os pescadores locais. A ilha fica cerca de dez cinco minutos de lancha.

Ah! Outro ponto importante, as praias não possuem nenhum tipo de comércio. Prepare seus lanchinhos para levar!
Por fim, há a praia do Farol, onde há o encontro de um rio com o mar. Há também uma trilha que você faz para chegar no farol . A caminhada é compensada com uma linda vista da ilha lá de cima.

Dia 28) Maputo: Voltamos a Maputo e pudemos aproveitar um pouco mais antes de pegar o ônibus para Johanesburgo.

Casa de ferro: Edificação pré-fabricada encomendada pelos portugueses ao escritório de Alexandre Gustave Eiffel para abrigar a casa do governador. Como era de se imaginar, a casa de ferro não “se adaptou bem ao clima quente local” fazendo com que o governador desistisse da ideia de habitá-la. Atualmente, a casa abriga a Sede da Direção Nacional da Cultura.

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Casa de Ferro, Maputo

Mercado Municipal: Edifício do início do século XX e recentemente reformado, o mercado municipal é outro ponto que vale muito a pena conhecer. Lá você poderá comprar a famosa pimenta piri-piri, castanhas, artesanatos, entre outros.

Nas proximidades do mercado há um centro comercial chamado Casa do Elefante, onde você encontrará capulanas lindas e super baratas. Capulanas são tecidos tradicionais do Moçambique, usados pelas mulheres como roupa, acessório para carregar seus bebês, toalha de mesa, entre outros.

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Mercado Municipal, Maputo

Dia 29 a 31) Johanesburgo: A maior cidade da África do Sul é carinhosamente chamada de Joburg. Ao contrário do que muitos imaginam, esta é a cidade mais populosa mas não é a capital da África do Sul. Na verdade, o país possui 3 capitais: Pretória (executiva), Cidade do Cabo (legislativa) e Bloemfontein (judiciária).
Ficamos 2 dias inteiros em Joburg, mas acredito que precisaríamos de no mínimo 3 dias para realmente vivenciar a cidade. Enfim, fizemos milagre nestes dois dias e conseguimos visitar os seguintes pontos.
Obs.: Os pontos estão organizados em ordem cronológica. Recomendamos fortemente seguir esta ordem para que você mergulhe no contexto histórico do Apartheid.

Museu do Apartheid: Primeira parada obrigatória. O museu tem muita informação! Reserve pelo menos 3 horas do seu dia. Caso tenha o sistema de áudio disponível, adquira. Vai ajudar bastante na sua compreensão!

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Museu do Apartheid, Joanesburgo

Constitution Hill: Complexo que contém a antiga prisão e forte militar hoje funciona como um museu vivo que conta a viagem da África do Sul à democracia. Neste mesmo complexo encontra-se o atual Tribunal Constitucional que apoia os direitos de todos os cidadãos sul africanos.

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Prisão, Constitution Hill, Joanesburgo

Soweto: É a maior township da África do Sul. As townships foram criadas na época do Apartheid, para manter a população negra afastada dos brancos.

Existem várias empresas que oferecem tour pelo bairro, seja de carro, tuk-tuk ou bicicleta. O passeio inclui almoço típico e informações sobre a história do local. Optamos pelo bike tour de 2 horas que passa por dentro do bairro terminando na Casa de Nelson Mandela. Existe um tour mais completo de quatro horas. Para mais informações sobre o bike tour, acesse o site da empresa Activity Bridge.

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Soweto, Joanesburgo

Restaurante Moyo: Restaurante com comida típica sul africana. O local é acolhedor, com iluminação ambiente e música ao vivo da cultural local. Há ainda uma senhora que realiza pinturas africanas em você. Há dois restaurantes Moyo em Joburg. Sugiro ir no Zoo Park. Não deixe de ir! Experiência única.

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Restaurante Moyo, ZooPark, Joanesburgo

Soccer City: Como todo bom brasileiro, o soccer city era uma das nossas paradas pretendidas. No entanto, estava fechado para visitação. Ao que parece, é um “elefante branco” para a cidade.

Melrose Boulevard: Rua com diversos bares e restaurantes, ótimo para um happy hour.

Dia 31) Panorama Route: Alugue um carro e curta a paisagem incrível desta estrada (sugestão: Thrifity, localizada no aeroporto). Existem muitos pontos turísticos ao longo da estrada, por isso programe-se para sair cedo (madrugada!) e aproveitar ao máximo. O trajeto possui cerca de 700 km com os seguintes pontos turísticos: Blyde River Canion, Three Rondavels, Gods Window, Bourkes Luck´s Pothoules, Lisbon Falls e outros.

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Blyde River Canyon

No nosso caso, alugamos o carro em Joburg e deixamos em Nelspruit, cidade satélite que utilizamos como base para ir ao Kruger Park.

Ah! Uma boa pedida é almoçar no Harrie’s Pancakes, em Graskop. Lá tem várias opções de panquecas doces e salgadas. Parada imperdível!

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Lysbon Falls

Dia 1 a 3) Kruger Park: O Kruger Park é o maior parque de vida selvagem da África. É possível ficar hospedado em “lodges” dentro do parque ou em outras hospedagens nas cidades satélites que saem bem mais baratos. Então, de acordo com o que você está disposto a gastar, você pode alugar um hostel/pousada fora do parque e ir cedinho para lá ou sentir o clima de hospedar-se lá dentro. Todas as opções são válidas!

Caso opte pela segunda opção, sugiro levar alimentos, pois embora haja lojas e mercadinhos dentro do parque, não há muita diversidade e os preços não são muito em conta. Em relação à quantidade de dias, em torno de duas a três noites são suficientes para você fazer vários passeios e curtir bem o local. Se optar por apenas um dia, corre o risco de não encontrar os animais.

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Preteriouskop Restcamp

Optamos por ficar dentro do parque no Preteriuskop Camp que tem acesso pelo Numbi Gate. Nossa experiência dormindo dentro do parque foi especial, desta forma desfrutamos dos safáris no nascer e no pôr-do-sol, chamados “sunrise e sunset game”. Todos os dias o parque oferece passeios de safári às 4h e 16h. Esses horários são quando o sol não está tão forte, o que é mais favorável para encontrarmos os animais no caminho.

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Sáfari, Kruger Park.

Outra aventura é o “selfdrive”, onde você faz o safári por conta própria com seu carro. Portanto, se possível, vá de carro, pois não há outras opções para se deslocar até o parque dentro do mesmo! Esteja de carro lá e prepare-se para fortes emoções, porque não é muito difícil dar de cara com animais selvagens. Se você tiver sorte, verá os Big Five, termo utilizados por caçadores e se refere aos cinco mamíferos selvagens mais difíceis de serem abatidos em todo o continente: o leão, o elefante, o búfalo, o leopardo e o rinoceronte. Particularmente, faltou apenas o Leopardo para completarmos o Big Five!

No dia 3 saímos bem cedinho para aproveitar nosso último “selfgame” no Kruger Park. Em seguida, partimos rumo à Nelspruit, cidade satélite onde deixamos o carro alugado e pegamos um ônibus para Maputo. Em geral, os ônibus são de boa qualidade. Sugiro a empresa City to City.

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Dia 4) Vôo Maputo > Rio de Janeiro

Os voos

A empresa TAG deixou a desejar em alguns pontos. O atendimento não era bom, e as comissárias pareciam estar sempre de mal humor. Quanto ao avião, eu passei mal durante o voo e não havia saquinhos para enjoo. Tive febre e calafrio, e quando solicitei outro cobertor, me informaram que havia apenas um por passageiro. O fone de ouvido estava com mau contato para assistir filme. Além disso, ao chegar em Luanda (Angola) para a conexão, nosso voo atrasou cerca de três horas, e sempre quando pedíamos informações, eles não sabiam o que estava acontecendo.

Aluguel de carro

Alugamos no aeroporto de Joanesburgo. Pegamos o carro de madrugada no local e fomos muito bem atendidos. Como nos deslocamos para outra cidade, pagamos uma taxa extra (350 rands). O aluguel do carro foi de 400 rands por dia.

Para quem quiser alugar carro na sua viagem, o blog indica a RentCars e a Rental Cars, duas empresas super confiáveis e com boas taxas.

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Blyde River Canyon

As hospedagens

Fatimas Backpeckers (Maputo): Hostel de qualidade média. Quartos e banheiros limpos, com um lounge e bar para você curtir a noite com outros viajantes. A localização é boa, na área central de Maputo. Não há café da manhã (cerca de 70 reais por pessoa).

Manipo (Inhaca): Lugar incrível, onde os quartos são em formato de ocas. Há um gramado enorme, de frente para o mar e um lounge onde os hóspedes se reúnem a noite. Os donos são incríveis e muito atenciosos e tem bom custo-benefício (gastamos cerca de 60 reais por pessoa).

Once in Joburg (Joanesburgo): Hostel de excelente qualidade, numa região central de Joanesburgo, próximo aos principais pontos turísticos. As instalações são ótimas, limpas e muito bem cuidadas, com delicioso café da manhã (cerca de 80 reais por pessoa).

Preteriouskop (Kruger Park): Área de acomodação dentro do parque, com diversas possibilidades de hospedagem: camping, cabanas, cottages, etc. Há uma praça de alimentação e loja de conveniência. O local ainda conta com um delicioso gramado, com árvores e uma piscina natural (cerca de 200 reais por pessoa – cottage. Há opções mais em conta!)

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Como chegamos aos hotéis

Maputo – taxi (de maneira geral, cobram caro para trajetos curtos, mas não há muitas opções).

Maputo > Johanesburgo – de ônibus pela empresa City to City

Joanesburgo – Uber

Joanesburgo – Kruger Park – Aluguel de carro pela empresa Thrifty

Kruger Park > Maputo – ônibus pela empresa City to City

Os procedimentos de imigração

Nossa imigração aconteceu no aeroporto, na nossa chegada e foi bem tranquila, sem contratempos.

O clima durante a viagem

No geral, o clima durante a nossa viagem foi ótimo. Apenas no dia de nossa chegada em Maputo, estava absurdamente quente, com sensação térmica passando dos 40°C. Mas logo choveu e a temperatura caiu.

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Internet e telefonia

Utilizamos apenas WhatsApp e internet com um chip local.

Avaliação final

Essa viagem foi uma das melhores experiências que já tive! A África é de fato encantadora, com paisagens belíssimas e extremamente diversificadas. Em apenas 15 dias tivemos a oportunidade de vivenciar museus, praias, cânions, cachoeiras, selvas, etc.

Além do mais, o povo é encantador e te recebe muito bem, fazendo com que você se sinta em casa. A princípio, ficamos receosos a respeito de alimentação, doenças, etc, mas aos poucos fomos substituindo o medo por encantamento do local. Sem dúvida, voltaremos!

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Bianca, Priscila, Jaqueline e Leonardo

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3 Comentários

  1. Oi. Adorei seu relato. Só não ficou claro em qual mês vcs foram?
    E sobre o visto para Moçambique, onde vcs tiraram? Já no Brasil? Existe a possibilidade de tirar esse visto estando na África do Sul né?

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    • Olá Fábio!

      Fomos em dezembro.
      Quanto ao visto, fizemos no Brasil. O processo envolve o cadastro online (http://www.mozambique.org.br/) e depois você deve enviar a documentação para a embaixada em Brasília.
      Existe a possibilidade de fazer o visto direto no aeroporto em Moçambique também, mas para evitar problemas achamos melhor já irmos com o visto pronto.

      Comente
      • Olá boa noite…pretendo ir para a África agora em setembro comemorar o aniversário do meu filho que completa 6 aninhos,sabe me informar se tem atrativos para crianças além de safari?

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