Viagem para Abadiânia: uma jornada espiritual no interior de Goiás

Atualizado por em 16/04/2017

Manuela Colla

Decidi fazer uma viagem para Abadiânia, um pequeno município no coração do Brasil, com minha mãe. Vem ver como foi e pegar boas dicas de hospedagem, além de tirar algumas dúvidas sobre a Casa Dom Inácio.

Viagem para Abadiânia

Viagem para Abadiânia: informações gerais

Abadiânia é uma cidadezinha de quase vinte mil habitantes que fica no interior de Goiás, perto de Anápolis. Se você for pra lá para visitar a Casa Dom Inácio, como eu fiz, conhecerá apenas a parte Norte da cidade – mais especificamente, uma ruazinha que leva à Casa, ladeada por pequenas pousadas, lojinhas de comércio local e lanchonetes. Mas não se engane: tudo é muito humilde, muito simples.

As pessoas costumam chegar ou por Brasília ou por Goiânia – a cidade fica no meio do caminho entre estas duas capitais. Nós chegamos em Goiânia e contratamos um transfer até Abadiânia que demorou pouco mais de uma hora, tudo bem tranquilo – custou R$ 160 e muitas empresas fazem este trajeto, já que este é um dos destinos religiosos mais conhecidos do mundo. Eu arriscaria dizer que João de Deus é até mais conhecido no Exterior do que aqui – a imensa maioria de pessoas buscando ajuda são estrangeiros de todas as partes do mundo. Nos meus dias lá, conheci japoneses, suíços, alemães, franceses, búlgaros, escoceses… Prova disso é que todos os anúncios feitos ao microfone lá são traduzidos sempre para o inglês, o francês e o alemão.

O que levar para sua viagem para Abadiânia? Roupas brancas (o traje requerido para usar na Casa) – sem serem decotadas, justas ou curtas demais -, uma sombrinha para se proteger do sol inclemente do Cerrado, repelente contra mosquitos e prepare-se para desconectar-se do mundo. A viagem costuma durar três dias, já que João de Deus atende às quartas, quintas e sextas-feiras, durante o dia todo. Diariamente, milhares de pessoas são atendidas lá. É preciso ter paciência, beber muita água e ter a noção de que todos serão recebidos lá dentro.

Viagem para Abadiânia

A rua que dá acesso à Casa de manhã cedinho.

Onde ficar em Abadiânia

Quando decidi que faria essa viagem para Abadiânia, uma amiga me avisou: desapega. Os hotéis e pousadas são simples. Eu me hospedei os três dias no Hotel Brasil, que fica na mesma rua da Casa Dom Inácio e reservei com dois meses de antecedência – a demanda de turistas é muito grande, é bom se antecipar. O hotel funciona num esquema de pousada: os quartos são duplos ou triplos e são limpos a cada três dias. Chuveiro elétrico, cama de solteiro, uma tomada e um ventilador. Eu sabia que seria simples e que seria uma viagem pra desconectar do dia-a-dia, tanto que nem me importei em só usar o Wi-Fi do hotel no saguão, o único lugar onde pegava o sinal. Fiquei bem feliz com o saldo final da experiência. As refeições do hotel (café da manhã, almoço e jantar) são feitas no hotel ao lado, o Hotel Amazonas, que é dos mesmos donos. A comida é bem caseira e deliciosa.

Outras opções que me indicaram são a Pousada Dom Ingrid (que ficava em frente ao meu hotel, ou seja, pertíssimo da Casa), Pousada Nosso Lar, Pousada Caminho Encantado e a Pousada Luz Divina. Ouvi bons comentários de todas estas mas, se quiser, você pode pesquisar outras opções de hospedagem em Abadiânia aqui.

Viagem para Abadiânia

A Casa

O grande motivo da maioria das viagens para Abadiânia é ser atendido na Casa Dom Inácio de Loyola que nada mais é do que um complexo de construções simples pintadas de branco e azul. Lá, há também vários jardins e um mirante bastante concorrido. Na parte do fundo da propriedade, um outro grande refeitório existe, onde é servida a sopa durante toda a manhã – ela é parte do tratamento e deve ser consumida por todos que passam pela Casa, seja qual for seu atendimento.

É bom chegar cedo lá, de preferência antes das 8h. As fichas para atendimento são retiradas na livraria da Casa – se você está lá pela primeira vez, a ficha é pra fila da primeira vez. Se já foi mais vezes (não importa quantas), sua ficha é para fila de segunda vez. O mesmo vale se algum amigo seu levou uma fotografia sua e já apresentou para a Entidade alguma vez – você tira ficha de segunda vez. Se fez intervenção, fila de revisão.

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O Mirante

Retirada sua ficha, você espera pela ordem de formá-la. Minha dica é: vá sem pressa e sem ansiedade. Todos são atendidos. Diariamente, mais de mil pessoas são atendidas pelo médium. Constantemente, os voluntários da Casa lembram aos presentes para não cruzarem os braços e as pernas, manterem o silêncio e se concentrarem em seus pedidos.

Quando você entrar na casa, vai dar de cara com um mundaréu de gente de olhos fechados, vestida de branco. Nos dias em que estive lá, fui convidada a fazer fazer parte da sala da Corrente, que é esse grupo enorme de pessoas que fica meditando, rezando, fazendo pensamentos positivos e meditações ali dentro, no mais completo silêncio. E, como a casa é ecumênica, eles fazem questão de dizer pra você fazer as preces da sua própria religião. Passando por eles, você chega na Entidade – o médium João de Deus. Aí você faz o que a sua intuição mandar: pode falar com ele ou esperar ele falar com você. Pode acontecer também de simplesmente não acontecer nada!

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Em alguns casos, ele pega na sua mão e receita medicação, que é vendida na farmácia da Casa. Em outros, diz: “quero te ver na fila das duas horas”. Ás vezes, te convida a sentar na Corrente, como aconteceu comigo. Os voluntários vão te orientar sobre o que fazer em todas as situações.

O único remédio receitado lá são cápsulas de passiflora, que os frequentadores acreditam ter sido imantadas para elas com o que precisam para ter seus problemas (físicos, psicológicos, espirituais) tratados. Também recomenda-se tomar água, imantada pelas Entidades. Falando assim, você pode desconfiar. Mas, nos três dias em que estive lá, ouvi tantos depoimentos de estranhos que conheci pelos jardins, de pessoas que estavam no mesmo hotel, todos tão emocionantes, que resolvi fazer a minha parte para encontrar o que fui lá buscar. Se mereço ou não, isso já é outra história… O que mais mexeu comigo foi que cheguei lá buscando algo e encontrei outra coisa. Três dias de intospecção e fé podem trazer esclarecimentos bem interessantes pra tua vida, insights e quietude na mente – três coisas que estão quase em extinção no mundo hiper conectado de hoje.

Se você ainda tem dúvidas, visite o site oficial da Casa.

Viagem para Abadiânia

Minha mãe, a grande parceira dessa viagem

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