Nossas melhores dicas para viajar para Belém e Ilha de Marajó – Post índice

Atualizado por em 14/09/2017

Rogério Milani

Depois de conhecer as maravilhas desta região do Brasil, preparei um post que compila todas as dicas para viajar para Belém e Ilha de Marajó!

Dicas de Belém

Dicas para viajar para Belém e Ilha de Marajó

Conhecer Belém e a Ilha de Marajó era um sonho antigo e eu e minha esposa Letícia decidimos escapar do rigoroso inverno gaúcho e conhecer os encantos do Pará numa viagem inesquecível regada à muitas descobertas gastronômicas e encantamento com a natureza. Ficamos quatro dias por lá e, apesar do tempo curto, uma coisa posso afirmar com certeza: o Pará é único e também é um destino essencial para quem quer entender a riqueza cultural do nosso Brasil!

Confira aqui todos os nossos posts com as dicas de passeio, alimentação, transporte e muitas fotos bacanas deste destino incrível de viagem:

Dia 1 – BelémViagem para Belém – onde ficar, o que fazer e como descobrir o melhor da capital do Pará

Dia 1 – Ilha de MarajóDicas para conhecer a Ilha de Marajó – passeios, onde ficar, onde comer

Dia 2 – Ilha de MarajóNosso segundo dia de passeios na Ilha de Marajó

Dia 2 – Belém Dicas de Belém – nossos últimos dias de viagem na capital do Pará

dicas para viajar para Belém e Ilha de Marajó

Ida a Ilha de Marajó

Marajó fica a duas horas de catamarã e a três horas de barco de Belém. As embarcações partem do porto da capital. Quem vai de carro deve usar a balsa diária de Icoaraci, a 20 km do centro, para Porto Camará.

Para chegar até lá, nós contratamos os serviços da ótima Rumo Norte Turismo – gostei tanto que acabou virando a mais nova parceira do blog para quem quer turistar no Pará fugindo de roteiros “turistão” de um jeito bastante exclusivo e novo. A Rumo Norte nos sugeriu ir catamarã para a Ilha de Marajó usando o transporte da Banav e o trajeto demorou 2h30min – confira todos os horários de saída de Belém. Compramos as passagens na hora e tinha bastante lugar, pode ir sem medo!

Se você usar a balsa e estiver lá durante o mês de julho, alta temporada, é prudente comprar os bilhetes com três dias de antecedência. Outra alternativa é pegar o navio que parte do Terminal Hidroviário da capital (saídas às 6h30 e 14h30; três horas de travessia; desde R$ 19) e também chega ao porto de Camará. De lá, há ônibus e táxis para outras localidades. Salvaterra é separada de Soure por um rio (a travessia é feita em barcos de passeio e balsas – saídas de hora em hora).

Passeios na Ilha de Marajó: O que levar

A sugestão é ter sua bagagem mais leve possível, devidamente etiquetada e restrita a um volume compacto de material flexível, ou mochila de viagem, cujas dimensões não ultrapassem 55 cm de altura x 35 cm de largura x 20 cm de profundidade, pesando no máximo 10 kg. Esteja preparado para carregar sua própria bagagem. Nós fomos a Belém com uma mala pequena cada um e de Belém seguimos a Marajó com apenas duas mochilas, perfeito!
Leve também uma mochila pequena com capa de chuva, para colocar sua água e demais pertences e equipamentos de uso diário.

Não esqueça:

  • Calças compridas para caminhadas, preferencialmente de material sintético para secagem rápida;
  • Camisas de mangas longas protegem do sol e dos mosquitos;
  • Roupas de banho;
  • Capa de chuva ou um pequeno guarda-chuva (optamos por este último, que ajuda muito também na hora do sol);
  • Chapéu ou boné;
  • Óculos de sol;
  • Um par de tênis confortável;
  • Um par de botas para caminhadas, preferencialmente impermeável;
  • Protetor solar e repelente contra insetos;
  • Seus medicamentos habituais;
  • Câmera fotográfica;
  • Binóculos;
  • Lanterna, preferencialmente de cabeça;
  • Saco estanque para proteger seus equipamentos e pertences que não podem ser molhados pela chuva ou por uma eventual queda na água.

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Transporte

Dentro de Belém e nos trajetos mais longos – do aeroporto ao hotel, por exemplo – pegamos Uber sempre. O preço compensa e a comodidade também. Usamos o táxi em algumas ocasiões e também foi ótimo – o motorista nos deu várias dicas bem locais sobre Belém e saímos no lucro! 🙂

Dinheiro

É bom ter dinheiro em espécie se você for pra Ilha de Marajó, o cartão pode não funcionar, como foi nosso caso. Além disso, a vibe lá é muito rústica e natural, muitos lugares simplesmente não aceitam cartão por motivos do alto custo da energia elétrica e também para evitar as taxas e burocracias dos bancos.

A melhor época para ir

A melhor época para viajar ao Pará é maio/junho, quando chove todos os dias, mas não é aquela chuva constante, são só pancadas, e o tempo não é tão quente quanto nos outros meses do ano… Nos meses de julho e agosto chove muito pouco e calor é intenso – é o verão deles. Se você pensa em viajar pra lá pode fazer isto até novembro numa boa… Depois disso, de dezembro a abril, chove muito e isso pode atrapalhar seus passeios!

Aliás, independentemente do clima, uma dica preciosa para quem viaja ao Pará em qualquer época do ano é: leve uma sombrinha pequena. Sombrinha é perfeito para passeios em Belém, protege do sol, da garoa e da chuva – e é um acessório super popular por lá, toooodo mundo usa. Não precisa ter medo de pagar mico!

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Pequeno dicionário culinário paraense

Bacuri – Bacuri é uma das frutas mais populares da região norte e dos estados vizinhos à região Amazônica; é muito encontrado no cerrado e em algumas áreas da Mata dos cocais do Maranhão e do Piauí. A fruta é pequenina e tem uma casca dura e resinosa e sua polpa é branca, de aroma agradável e sabor intenso. Curiosidade: seu nome, em tupi, significa “o que cai logo que amadurece”, e é por este motivo que o fruto é colhido somente quando é desprendido naturalmente da árvore.

Cupuaçu – Cupuaçu é o fruto de uma árvore amazônica que é parente próxima do cacaueiro. A fruta é extremamente saborosa e muito encontrada nos estados do Amapá, Pará e Amazonas. No Pará, não deixe de comer o sorvete de cupuaçu! Curiosidade: Nos últimos anos, o cupuaçu esteve no centro de um debate internacional sobre biopirataria. A empresa japonesa Asahi Foods, que havia registrado o nome cupuaçu para uso exclusivo, teve esse registro cancelado após esforços conjuntos de ONGs brasileiras e do governo federal. Cupuaçu é coisa nossa!

Filhote – O filhote é um peixe de água doce da região amazônica que pode chegar até 2,50 metros de comprimento e 300 quilogramas de peso!!! Por isso, é inevitável ouvir aquela piadinha dos viajantes ao se deparar com peixe na feira do Ver-o-peso em Belém: “se esse é o filhote, imagine o pai”. É um dos peixes mais nobres da região e prato obrigatório em restaurantes de comida típica.

Pirarucu – O pirarucu é um dos maiores peixes de águas doces do Brasil – ele pode atingir três metros e seu peso pode ir até 200 kg! É um peixe que é encontrado geralmente na bacia Amazônica, mais especificamente nas áreas de várzea, onde as águas são mais calmas.

Taperebá – Também conhecida como cajá no Nordeste, é uma frutinha deliciosa bastante usada para sucos. Discute-se a origem exata desta planta: no Norte do Brasil acredita-se que seja originária da floresta amazônica. Já os nordestinos creem que seja proveniente de alguma ilha do Oceano Pacífico. Na verdade, o cajá tem suas raízes na África, provavelmente tendo aqui chegado nos navios que também traziam as populações africanas escravizadas. A fruta é pequenina e a criançada adora usar como “arma” de bodoque!

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Tucupi – Tucupi é o sumo amarelo extraído da raiz da mandioca brava quando descascada, ralada e espremida. Depois de extraído, o caldo “descansa” para que o amido (goma) se separe do líquido (tucupi). Inicialmente venenoso devido à presença do ácido cianídrico, o líquido é cozido e fermentado de 3 a 5 dias para, então, ser usado como molho na culinária e no prato típico Tacacá (veja na foto acima).

Tacacá – O Tacacá é uma iguaria típica da culinária amazônica e pode ser encontrada nos estados do Amazonas, Pará, Acre, Amapá e Rondônia. É preparado um caldo fino e bem temperado geralmente feito com sal, cebola, alho, coentro do norte, coentro e cebolinha e, principalmente, um caldo amarelado, chamado tucupi. Coloca-se esse caldo por cima da goma de tapioca, também servida com camarão seco e jambu (Erva amazônica que provoca um tipo de formigamento nos lábios.). Serve-se muito quente, temperado com pimenta, em cuias.

Uma curiosidade: Belém do Pará é a com certeza a cidade que mais consome açaí no mundo, são 200 mil litros/dia da bebida. A bebida açaí é diferente da polpa. o açaí, por lá, é consumido de forma totalmente diferente. Diferentemente de nós, que comemos doce e com banana, granola, o pessoal do Pará come o açaí in natura e com peixes, muitas vezes em suas refeições. Muita gente come o açaí junto com a comida tradicional, uma bocada de comida (feijão com arroz, por exemplo), uma bocada de açaí (cuja tigela está sempre ao lado do prato). O paraense tradicional, o nativo geralmente come o açaí sem açúcar.

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Roteiros personalizados

Se você quiser ajuda especializada para montar sua viagem à Belém e Marajó, fazemos roteiros de viagem desde 2013 pra você viajar despreocupado! Dentro do seu orçamento inicial, encontramos as melhores opções de hotel, transporte, passeios e ingressos para você viajar com toda a liberdade e autonomia – conheça mais sobre este serviço e leia depoimentos de quem já contou com a nossa ajuda para ter uma viagem inesquecível!

Seguro viagem

O seguro viagem não é obrigatório para quem viaja dentro do Brasil, mas contratamos mesmo assim para viajar tranquilos. Se você está pensando em viajar pra conhecer o país, confira este post sobre o seguro viagem e dicas.

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